Hérnia Discal

Muitas destas situações resolvem-se sem cirurgia. Se o seu caso for dos que precisam de outra intervenção, dizemos e encaminhamos.

Começou com dor na zona lombar. Em alguns casos, irradia para a perna. Talvez tenha sentido formigueiro, dormência ou alguma fraqueza.

No início desvalorizou. Foi de uma má posição, foi de dormir mal, foi um jeito. Mas os dias passaram, depois as semanas, e o problema começou a condicionar o seu dia a dia. É assim que a maior parte das pessoas nos chega.


É esta a sua situação?

  • Já tem diagnóstico de hérnia discal e continua com dor
  • Já fez tratamentos, sem resultados consistentes
  • Vive com receio de se mexer, treinar ou fazer esforços
  • Já lhe disseram que é normal, ou que tem de aprender a viver com isso

Se se identifica com isto, não é o único. A hérnia discal é uma das condições mais frequentes que vemos, e uma das mais mal compreendidas.


Duas coisas que convém saber sobre hérnias

Nem todas as hérnias causam dor: Se fizer uma ressonância a cem pessoas sem qualquer queixa, uma boa parte terá alterações nos discos. Isso não quer dizer que estejam prestes a ter dores.

Nem toda a dor vem da hérnia: Há pessoas com hérnias grandes e sem sintomas, e pessoas com muita dor e pouca coisa nos exames.

Por isso, encontrar uma hérnia no relatório não fecha o assunto. O que interessa perceber é se os seus sintomas se relacionam com aquele achado, e o que muda no que vamos fazer a seguir.

O que fazemos na primeira consulta

Percebemos a história: O que aconteceu, o que agrava, o que alivia, o que já fez e o que resultou.

Testamos: Movimento, força, sensibilidade e testes específicos para perceber se há envolvimento de uma raiz nervosa.

Lemos os exames que trouxer, e dizemos-lhe o que aquele relatório permite concluir e o que não permite.

Usamos o ecógrafo quando acrescenta informação, para avaliar as estruturas em movimento e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

Explicamos o que encontrámos e definimos consigo o que quer voltar a fazer, uma medida concreta e uma data para reavaliar.


O plano

Depende do que a avaliação mostrar, e pode incluir exercício terapêutico, terapia manual, explicação do problema, estratégias para voltar a mexer-se com confiança e técnicas percutâneas ecoguiadas quando há indicação.

O que não fazemos é aplicar o mesmo a toda a gente.

Quando deve procurar primeiro um médico

Há situações em que a fisioterapia não é o primeiro passo, e preferimos dizê-lo do que atrasar o que interessa.

  • Perda importante de força na perna ou no pé que está a piorar
  • Dormência na zona entre as pernas, ou alterações a urinar ou a evacuar
  • Dor muito intensa que não cede de forma nenhuma e não o deixa dormir
  • Febre, perda de peso sem explicação, ou história de doença oncológica

Se identificar algum destes pontos, procure avaliação médica. Se vier ter connosco e encontrarmos algum deles, encaminhamos.

Sobre a medicação: quem decide isso é o seu médico. Há casos em que é ela que lhe permite dormir e começar a mexer-se, e isso ajuda a recuperação em vez de a atrapalhar.


O que pode fazer desde já

Continue a mexer-se dentro do que tolera: O repouso prolongado raramente ajuda e costuma aumentar a rigidez e o medo de mexer.

Tenha atenção à quantidade, não só ao exercício: Na maior parte dos casos, o que faz diferença é a dose e a progressão.

Evite ficar muito tempo na mesma posição: Seja sentado, seja de pé.


Muitas destas situações resolvem-se sem cirurgia

E há casos em que é preciso outra intervenção. Se o seu for desses, dizemos e encaminhamos.


E se não melhorar

Na primeira consulta combinamos o que vamos medir e quando voltamos a essa medida.

Se nessa data não houver alteração, mudamos de abordagem em vez de repetir o mesmo. Às vezes a hipótese estava errada. Às vezes quer dizer que o problema não se resolve por aqui, e nesse caso dizemos.

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