Punção Seca e Eletropunção
Técnicas utilizadas no tratamento da dor muscular e alterações do controlo neuromuscular
A punção seca e a eletropunção são técnicas minimamente invasivas utilizadas na fisioterapia percutânea ecoguiada, sobretudo em situações de dor muscular e disfunção associada a zonas gatilho. Na FisioMoço são normalmente aplicadas com recurso a imagem ecográfica, o que permite maior precisão.
Na punção seca introduz-se uma agulha fina no tecido muscular. Na eletropunção aplica-se corrente elétrica de baixa intensidade através dessa agulha. É nas zonas gatilho que estas técnicas têm mais suporte na evidência, comparando com a sua utilização noutro tipo de queixas.
Indicações
- dor muscular localizada ou referida
- presença de zonas gatilho
- aumento de tensão muscular
- alterações do controlo neuromuscular
A utilização depende sempre da avaliação clínica e do enquadramento global do caso.
Como decorre
Aplicação localizada durante a consulta de fisioterapia percutânea ecoguiada. O número de sessões varia consoante a evolução. Não são utilizadas de forma isolada. São integradas com outras modalidades, que podem incluir exercício clínico, e ajustadas de acordo com a resposta ao tratamento.
Durante a aplicação pode ocorrer desconforto, dependendo da sua tolerância, e uma resposta muscular involuntária. Depois do tratamento é possível dor residual transitória, que geralmente desaparece ao fim de 24 a 48 horas.
Testemunhos
Contraindicações
Não são indicadas em situações como infeção local, alterações relevantes da coagulação ou intolerância à técnica. Outras situações exigem avaliação individual, e por isso perguntamos sempre pelo seu estado de saúde e pela medicação que toma.
Em que situações não são a primeira opção
Quando a dor é difusa e não localizada: A probabilidade de ajudar é menor, e dizemos isso à partida.
Quando o que falta é carga e progressão: Se a origem está no volume de treino ou no ritmo de progressão, é isso que resolve.
Quando a pessoa não quer: É razão suficiente, não pedimos justificação e há alternativas.
O que combinamos antes de começar
Uma coisa concreta que quer voltar a fazer, uma forma de a medir, e uma data para voltar a essa medida. Se nessa data não houver alteração, ajustamos o plano em vez de repetir o mesmo. Apesar da indicação clínica, não é possível garantir resultados.
Perguntas frequentes
Dói? Sente-se, e o desconforto varia de pessoa para pessoa. Dura o tempo da aplicação. Nos dias seguintes pode ficar com dor residual, que costuma passar em 24 a 48 horas.
É a mesma coisa que acupuntura? Não. A agulha é semelhante, mas o raciocínio é outro: aqui a escolha do local resulta da avaliação em fisioterapia e da relação com os seus sintomas.
Qual a diferença para a EPI? Na EPI aplica-se corrente contínua e a aplicação é guiada por ecógrafo em tempo real. São indicações diferentes.
Quantas sessões? Varia consoante a evolução. Combinamos consigo uma data para reavaliar.
Posso treinar depois? Damos indicação concreta no fim de cada sessão sobre o que fazer nas 48 horas seguintes.
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